Asma, também chamada de bronquite asmática, é uma doença pulmonar que se consiste na inflamação dos brônquios (canais que levam ar aos pulmões). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 300 milhões de pessoas possuem asma. No Brasil, o número de pessoas com asma representa 13% da população e, segundo dados do Datasus, é a quarta maior causa de internações pelo SUS no país. 

Mesmo afetando tantas pessoas não existe cura para asma, se tornando uma condição crônica, havendo apenas o controle dos sintomas. A cannabis medicinal é uma possibilidade para auxiliar no tratamento dos pacientes com asma que buscam uma alternativa natural e efetiva. 

Continue a leitura para saber mais sobre o quadro clínico da asma e como a cannabis age sobre os sintomas.

Como funciona o processo de respiração?

A respiração é responsável por levar oxigênio ao sangue, na inspiração (quando puxamos o ar), e eliminar o gás carbônico, expiração (quando soltamos o ar). 

Quando inspiramos, o ar vai do nariz até a traquéia, que em seguida se divide em dois canais, os brônquios, que desembocam um em cada pulmão. Os brônquios se subdividem em canais progressivamente menores, chamados bronquíolos, e cada um destes possui um alvéolo. 

É nos alvéolos que a troca de gases acontece com o sangue absorvendo o oxigênio e eliminando o gás carbônico no ar que irá percorrer o caminho inverso na expiração. 

Como a asma afeta o organismo? 

Como mencioamos, a asma afeta os brônquios por meio de um processo inflamatório. Isso faz com que esse canal se estreite, causando uma contração da musculatura da região , os chamados bronco-espamos, além de aumentar a produção de muco nessa região. Esses dois fatores reduzem a passagem de ar nos brônquios, dificultando a respiração do paciente. 

A obstrução da passagem de ar pelos brônquios ocorre principalmente na expiração, o que faz com que parte do ar inspirado fique preso nos pulmões, causando a sensação de sufocamento. Os sintomas mais comuns da asma são tosse crônica, falta de ar, chiado, sensação de aperto no peito e ansiedade.

A asma pode ser constante ou pode surgir por meio de crises isoladas que dependem de gatilhos para serem desencadeados, como alergias e exercícios físicos pesados. Neste, caso, a condição é definida como asma alérgica e é considerada uma condição atópica por ser relacionada a alergias alimentares ou dermatites, por exemplo. 

Crises de Asma 

As crises de asma acontecem quando os efeitos da doença são agravados por um período de tempo, geralmente tendo um gatilho. Conforme as vias áreas inferiores se inflamam e a passagem de ar se estreita, o paciente tem que fazer um esforço maior para conseguir respirar e fornecer o oxigênio que o organismo precisa. As crises podem durar de segundos até dias. 

Os gatilhos mais comuns para crises de asma incluem:

  • infecções respiratórias
  • exposições à alérginos
  • irritantes inalatórios 
  • temperatura e umidade 
  • atividade física 
  • variações hormonais durante o fluxo menstrual e a gravidez 
  • medicações
  • fatores emocionais 

Durante a crise, o paciente fica com a respiração extramamente curta e pesada, podendo ser ao ponto de impedí-lo de falar. Para os casos mais severos da doença, as crises podem ser letais se não forem tratadas corretamente e a tempo. 

Quando uma pessoa com asma tem uma crise, ela deve se sentar com a coluna ereta, e tentar respirar lentamente e usar o inalador para dilatar os brônquios. Caso os sintomas não melhorem, é preciso levá-la ao hospital. 

Diagnóstico e tratamento da asma 

O diagnóstico de asma é realizado, inicialmente, por meio de uma consulta em que o médico questiona o paciente sobre os sintomas e, principalmente, sobre o horário em que os sintomas ocorrem. Geralmente, os asmáticos costumam sentir mais dificuldade para respirar durante a madrugada e ao acordar. 

O médico pode analisar a falta de ar e o chiado do paciente, mas outras enfermidades também podem causar esses sintomas. O exame capaz de comprovar se um paciente possui asma é chamado espirometria, ou prova de respiração, em que ele deve soprar em um equipamento que irá analisar a quantidade de ar que sair dos pulmões. 

Com o diagnóstico de asma confirmado, são indicados dois tipos de medicação para o paciente: 

  1. medicamentos de alívio: devem ser usados em momentos de crises graves; são broncodilatadores que agem relaxando os músculos da parede brônquia, e corticóides para reduzir o efeito inflamatório na região. 
  2. medicamentos preventivos: são usados para evitar o surgimento das crises, em um tratamento a longo prazo; são corticóides em forma inalatória (as conhecidas bombinhas), e de inibidores ou antagonistas dos leucotrienos (substâncias que impedem o efeito desencadeador da asma), em comprimidos.

Cannabis Medicinal e Asma 

A cannabis medicinal pode ser usada por pacientes que têm uma condição mais grave e buscam reduzir a dose de seus medicamentos convencionais. 

A ação da cannabis medicinal se dá por meio do sistema endocanabinóide, que está presente em todo o corpo, inclusive nas vias aéreas e nos pulmões. O CBD é conhecido por seu efeito anti inflamatório, e como o processo inflamatório dos brônquios é o que causa o estreitamento do canal e os sintomas da asma, o uso do canabidiol é capaz de ajudar a reduzir a inflamação das vias aéreas inferiores. 

Estudos mostram que o CBD age em diversas citocinas, mensageiros inflamatórios, que são ativados pela asma. O canabidiol é capaz de reduzir a ação de duas citocinas que são responsáveis por grande parte dos sintomas dessa enfermidade: a TNF-a, que está fortemente ligada aos sintomas graves da asma; e a IL-13, que é responsável pelo aumento de muco nos brônquios.

Por conta dos bronco-espamos, quem tem asma também sofre com dores no peito e esse é outro sintoma que o CBD pode ajudar. O sistema endocanabinóide regula diversas funções do organismo, incluindo a sensação de dor. Isso acontece por meio dos receptores CB1 e CB2 presentes por todo o organismo. 

É também a ação do CBD de regular o sistema endocanabinóide que irá auxiliar com a ansiedade gerada pela asma. As crises asmáticas, principalmente para os indivíduos hiperreativos a diversas susbtâncias, pode desencadear em ansiedade. O efeito ansiolítico do canabidiol acontece pois o sistema endocanabinóide tem uma potente ação sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. 

Consulte seu médico sobre o uso do CBD

A cannabis medicinal pode ser uma terapia auxiliar, funcionando juntamente com o tratamento recomendado pelo médico. 

Caso você se interesse em aderir o CBD no seu tratamento de asma, consulte seu médico para encontrar a dose ideal. 

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Referências

Burstein, S. (2015). Cannabidiol (CBD) and its analogs: a review of their effects on inflammation. Bioorganic & medicinal chemistry, 23 (7), 1377-1385.

Hegde, V. L.; Nagarkatti, P. S.; e Nagarkatti, M. (2011). Role of myeloid-derived suppressor cells in amelioration of experimental autoimmune hepatitis following activation of TRPV1 receptors by cannabidiol. PloS one, 6 (4), e18281.

Vuolo, F.; Petronilho, F.; Sonai, B.; Ritter, C.; Hallak, J. E.; Zuardi, A. W.; … e Dal-Pizzol, F. (2015). Evaluation of serum cytokines levels and the role of cannabidiol treatment in animal model of asthma. Mediators of inflammation, 2015.

https://www.einstein.br/Pages/Doenca.aspx?eid=134

https://sbpt.org.br/portal/espaco-saude-respiratoria-asma/