A esclerose lateral amiotrófica, também conhecida como ELA, é uma doença degenerativa rara que compromete o sistema nervoso motor e afeta cerca de 140 mil pessoas por ano no mundo. Não existe cura para a ELA e o tratamento é feito com objetivo de controlar o progresso da doença e controlar os sintomas. 

A cannabis medicinal é uma opção que pode integrar esse tratamento e ajudar os pacientes a terem qualidade de vida, mesmo convivendo com a esclerose lateral amiotrófica. 

O que é a esclerose lateral amiotrófica?

A ELA é uma doença neurodegenerativa que atinge os neurônios motores do cérebro e da medula espinhal de forma progressiva. Consequentemente, as funções físicas do paciente são afetadas, além de causar fraqueza muscular. 

Isso acontece pois os neurônios vão perdendo a capacidade de enviar e captar impulsos elétricos para o resto do organismo, que servem como comandos para desempenhar as mais diversas funções, como os movimentos. Atualmente, não se conhece uma causa específica para a esclerose lateral amiotrófica. 

O surgimento dos sintomas depende da área do cérebro afetada, mas a fraqueza muscular pode afetar qualquer parte do corpo, como rosto, membros, língua e até mesmo garganta e diafragma. Nesses últimos casos, o paciente pode sentir dificuldade para engolir ou respirar. 

Como a ELA afeta a vida do paciente? 

Os sintomas são difíceis de se identificar inicialmente, podendo estar relacionados a outras doenças. Conforme o quadro do paciente se agrava, os sinais se tornam mais evidentes. 

Entre os principais sintomas da esclerose lateral amiotrófica se destacam:

  • fraqueza muscular e enrijecimento dos músculos, inicialmente em um dos lados do corpo 
  • atrofia muscular
  • cãibras
  • tremor muscular 
  • espasmos 
  • perda de sensibilidade 
  • problemas de coordenação motora 
  • dificuldade para engolir e respirar 
  • fala mais lenta e arrastada 

Como a ELA afeta apenas os neurônios motores, não há comprometimento intelectual ou cognitivo. 

Difícil diagnóstico 

O diagnóstico da esclerose lateral amiotrófica é difícil de ser realizado, demandando diversos exames para excluir a possibilidade de outros quadros clínicos. 

A ressonância magnética pode descartar a chance de o paciente ter miastenia grave, outra enfermidade que causa fraqueza muscular. Para avaliar a função elétrica dos músculos, o médico pode solicitar a realização de biópsia muscular e eletromiografia, além de exames complementares como exame de sangue e punção lombar. 

A maioria dos pacientes diagnosticados com ELA tem uma expectativa de vida de 2 a 5 anos após o surgimento dos sintomas. Por isso, o diagnóstico precoce é de extrema importância. 

Tratamento convencional

Como já mencionamos, não existe cura para a esclerose lateral amiotrófica e o tratamento consiste em desacelerar o progresso do quadro e controlar os sintomas. 

O medicamento riluzol é o único utilizado no tratamento da ELA, cuja função é diminuir as lesões nos neurônios. A expectativa de vida do paciente tende a se prolongar de seis meses a um ano. 

Por afetar a mobilidade, é necessário que o tratamento seja realizado de forma multidisciplinar, incluindo fisioterapia, acompanhamento com fonoaudiólogo e nutricionista. 

Cannabis medicinal e ELA 

A cannabis medicinal pode ser uma alternativa para aqueles com esclerose lateral amiotrófica, ajudando tanto no sistema neurológico, quanto no controle dos sistemas. 

A ELA acontece devido aos resíduos gerados pelo funcionamento dos neurônios motores, que se acumulam nas células ao invés de serem eliminados por uma enzima chamada superóxido dismutase. Quando esses resíduos não são eliminados, acabam danificando o DNA do neurônio motor gravemente. O CBD, ou canabidiol, age por conta de sua função antioxidante auxiliando a enzima a reduzir a quantidade de resíduos acumulados nas células. 

Outro efeito importante da cannabis medicinal para os pacientes com esclerose lateral amiotrófica, é a sua ação analgésica e relaxante muscular. Como os principais sintomas da ELA são a fraqueza, o enrijecimento e a atrofia muscular, esse efeito proporcionado pelo uso da cannabis pode proporcionar grande alívio e melhorar o dia a dia do paciente. 

A depressão e a perda de peso são alguns sintomas paralelos que a ELA pode causar por conta da condição geral do quadro e da dificuldade em engolir. A cannabis também possui efeitos antidepressivos e pode ajudar a regular o apetite. 

Consulte seu médico sobre o uso do CBD

A cannabis medicinal também deve ser usada em uma abordagem multidisciplinar para que o paciente de esclerose lateral amiotrófica tenha melhor proveito. 

Caso você se interesse em adquirir o produto de cannabis no seu tratamento, consulte seu médico para encontrar a dose ideal. 

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